20 de abril de 2010
Measuring distances | Mariette Auvray
7 de abril de 2010
Measuring distances | os artistas

Tiago Denardi, Brasil (vive e trabalha em São Paulo)


Alice White, Inglaterra (vive e trabalha em Brighton)



Natália Blanco, Espanha (vive e trabalha em Berlim)






O COLETIVO LÁPIS
O coletivo Lápis nasceu em 2008 da união e do desejo de artistas em mostrar a produção de uma arte nova e autônoma, e do desafio de transbordar a institucionalidade dos circuitos artísticos. A função deste coletivo é ser uma plataforma de curadorias móveis, com a característica de juntar artistas trabalhando em diferentes cidades e mídias.
Em Abril de 2009, o coletivo realizou a exposição "Em obras" no casarão 1919 da Avenida Paulista, reunindo trabalhos de 10 artistas emergentes no cenário da arte contemporânea internacional em torno da temática de espaço urbano.
A exposição teve sucesso de público, com cerca de 400 passantes na inauguração e mais de 1.000 visitantes ao longo de sua abertura. Ela também provocou o interesse espontâneo da mídia, tendo sido tema de uma matéria na Vogue RG online e comentada no blog da Soninha, entre outras notas e matérias.
O coletivo Lápis foi fundado por Tatiana Nardi, Antonio Sobral e Rodrigo Di Sciascio, todos artistas plásticos tendo seu trabalho exposto no Brasil e afora. Atualmente o coletivo se divide entre São Paulo e Berlim, cidade esta onde seus 3 integrantes residem desde 2009. Measuring Distances é o segundo projeto do coletivo.
6 de abril de 2010
Measuring distances | curadoria Coletivo Lápis

Postulando que a expressão mais popular na era do celular-com-câmera é o retrato, resolvemos pensar o gênero, sem no entanto flertar com a Grande Arte.
Visto que nossa maior proposta como coletivo curatorial é selecionar e exibir uma produção artística nova, nós investigamos neste projeto trabalhos que identificamos como formas atuais de retrato. Nosso processo de pesquisa incluiu intensa busca de artistas e imagens, na qual observamos características recorrentes, como informalidade e intimismo.
Mas o que é essa intimidade/informalidade que reconhecemos na prática atual do retrato?!
Um retrato carrega a distância entre o retratista e o retratado, ou a distância entre o artista e ele mesmo, no caso de um auto-retrato. Esta separação é imensurável. Mas a distância entre o retrato e o espectador pode ser nula a partir do momento em que este é afetado, quando a obra dialoga com sua própria subjetividade; procuramos selecionar obras que promovem essa aproximação.
Nosso objetivo é também comparar as tendências do retrato pessoal, referente a pessoas específicas, e da representação da figura humana, em obras que, ao invés de nos sugerir aspectos interiores de uma pessoa determinada, jogam com valores universais da humanidade.
Embora tenhamos a preocupação de estar abertos a diversas midias, apostamos na subjetividade como guia da escolha dos trabalhos. Portanto privilegiamos o pequeno formato e o trabalho sobre papel, partindo do pressuposto que essas características exigem uma aproximação do espectador com a obra, intensificando a intimidade/informalidade dessa relação.
Com este projeto reunimos jovens artistas de diferentes cidades e backgrounds, muitos dos quais têm seu trabalho inédito no Brasil.