17 de novembro de 2009

Rio Negro do Amazonas | Luiz Eduardo Pontual Marx

Texto escrito por Lalado (Luiz Eduardo Pontual Marx)
Queridos,
Depois da despedida da equipe de arqueólogos e da "Saudosa Vovó" em sua urna, parti novamente de Manaus rumo ao Médio e Alto Rio Negro.................
Com uma grande diferença, a bordo do Genesis III. No transcorrer da viagem vou percebendo e entendendo..................estou em um mundo novo, um novo momento, moreno cobreado, rodeado de uma tripulação simpática e atenciosa e de um povo lindo indígena de uma grande variedade, de diferentes etnias, voltando para suas cidades, aldeias, tabas e ocas, que a partir de Barcelos e pouco antes de Sta. Isabel do Rio Negro, começam a pipocar ao longo das margens. As imagens mais belas, estonteantes que já vi !
No barco rapidinho faço amizades............no comando o Prático, um indio bem vestido com óculos modernos escuros e de bom gosto, ao lado de minha rede, uma vizinha Cuña Puranga e seu curumi, ambos da etnia Baré.
E assim ............fui entrando em terras indigenas pela primeira vez.......me encantando a cada passo,... a cada inspirar, navegar e extasiar com as paisagens e principalmente com aqueles únicos, amáveis e verdadeiros Seres Brasileiros.
Sincronissidades, encontros.............ilhas, praias, cabelos negros brilhando até a cintura, porangaras, quiñampiras, igarites,tartarugas, bijus os mais variados..........peixe moqueado !!!!
Encontros !!!!! Reunião na Associação Indigena do Rio Negro com suas lideranças...........tantas pessoas brilhantes ...que nesta curta mensagem impossível é relaciona-las...
Dados são levantados........pesquisar............o triste descobrir de uma realidade...........30 casos em 3 anos, de suicidio entre jovens, adolescentes de 12 à 18 anos !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Este índice se repete..........talvez, ainda pior em S.Gabriel da Cachoeira.
A realização de uma oficina de arte educação em parceria com Alisson ....., artista plástica e arte educadora, na aldeia Baniwa do Areal ................. que experiência !!! Tapa na moleira e no âmago da Alma.!!!!!!!!!!!!
Tudo com muito Amor, que relação, que povo divino, comunicar pelo olhar, pela alma de um só Ser, que gente e curumis educados. Arte pura em seu sangue...................Tudo por fazer ..............arte educação e um resgate de identidade à viver !!!
Criar melhores condições para estes Seres Humanos se adaptarem à estes momentos de transição, transformação de um modo de vida, espiritualidade ..............da perda de seus rituais de passagem !!!!
De uma nova maneira India de viver.
O que fica é a arte como veiculo de revitalização, transformação, elevação e expressão do que tem de melhor no ser humano neste planeta, o jeito destes povos autenticos brasileiros, Baniwas, Curipacos, Arapaços, Tukanos, Pirá-Tapuios,Tuyucas, Barés, Myriti-Tapuios,Makus, Kobeuas, Yanomamis, Waimiri-Atroari, Uitoto, Yekuena, Werekena, Banawá, Bará, Deni, Desana, Jarauara, Kanamari, Karapanã, Katukina, Makuna, Miranã, Siriano, Tariana, de outros tantos..............do Rio Negro do Amazonas, de Ser.

5 de novembro de 2009

1334 | Amanda Mei, Antonio Melloneto, Marcela Tiboni, Pedro Di Pietro, Renata Almeida

A exposição coletiva que acontece no Espaço Gabriel 470 traz a produção recente de quatro jovens artistas e uma jovem estilista da cidade de São Paulo. O espaço foi ocupado com fotografias, desenhos, impressões digitais e uma instalação, e aponta a percepção e o embate poético dos criadores frente a diversos temas como: a cidade, a moda, a história da arte, o imaginário e o transcendental.

participação especial dos acessórios de Cristine Yufon.

6 de outubro de 2009

Frestas | Mauricio Parra

As frestas de Mauricio Parra

Uma das principais qualidades do artista plástico digno desse nome é saber encontrar na própria obra trajetórias que permitam caminhos de conhecimento do mundo e de si mesmo. Esse exercer o próprio olhar sobre o que se faz demanda um progressivo amadurecimento.

Na série intitulada Frestas, Mauricio Parra atinge esse estágio. Primeiro, ocorre um desenvolver do ato de olhar o mundo, com cadernos, de imagens de escadas, cantos de parede, frestas ou jogos de sombra dentro de garagens. Em seguida, surge a necessidade de uma pesquisa visual sobre esse universo.

O processo encontra seu ápice quando o desenho de observação começa a ceder lugar ao pensar e imaginar o assunto escolhido. Associa-se a isso à ação de pintar alla prima, algo que vai ganhando espaço na prática do jovem artista. Assim, as frestas são espaços em que o trabalho se aprimora.

Uma fresta, para os dicionaristas, é uma pequena fenda ou abertura por onde é possível olhar. Para Mauricio Parra, no entanto, se transforma num grande todo onde mostra que o saber pensar sobre a pintura feita é o passo essencial da consolidação de uma carreira que se distingue pela descoberta de que os cantos de um espaço são avenidas para quem sabe olhar.

Oscar D’Ambrosio, jornalista, é mestre em Artes Visuais pelo Instituto de Artes da Unesp e integra a Associação Internacional de Críticos de Arte (AICA-Seção Brasil).

11 de setembro de 2009

Coletiva de Street Art

O que é Street Art? E o Graffiti?

A arte produzida nas ruas das metrópoles brasileiras alcançou os museus e galerias e está se introduzindo no “mainstream” cultural através de ações de publicidade e marketing que ainda insistem numa visão marginal do graffiti.
Além disso, nos últimos anos tem aparecido vários estudos acadêmicos e livros que tentam responder às duas perguntas anteriores sendo possível visualizar mais claramente algumas definições (maioria delas rejeitadas pelos artistas...).
Segundo Cedar Lewisohn, curador inglês da Tate Modern de Londres e autor do livro “Street Art: The Graffiti Revolution”, street art tem a ver com a interação do artista com os habitantes das cidades, com o público nas ruas, com as massas. Já o Graffiti é uma linguagem própria das “crews” (grupos, tribos), interna, secreta. Uma linguagem quase “ilegível” para os leigos no assunto, mas um elo de interação entre os grafiteiros.
A street Art estaria baseada na imagem e o Graffiti nas letras.
Nesta exposição o objetivo é apresentar ao público uma amostra das várias vertentes que compõem a Street Art e o Graffiti no Brasil através de trabalhos produzidos por vários artistas, permitindo que admiradores e colecionadores possam entender e usufruir da imensa riqueza de formas, cores e de sua intrincada rede de relações culturais e sociais.
A exposição apresenta uma multiplicidade de técnicas em vários suportes de arte.

21 de agosto de 2009

Valeu galera!

A abertura da exposição NO AR foi um sucesso!
Pra quem não veio, a exposição fica até 4 de Setembro.
Não percam!!!!!

8 de junho de 2009

Cuba Si! | Marina Lopes Coelho

Esta nova exposição de fotografias de Marina Lopes Coelho, onde Cuba é o modelo,supõe que um olhar de artista em terra alheia possua uma qualidade especial e mereça um interesse específico: talvez um defeito, pois o olhar de um estrangeiro é parcial, ou ao contrário, se trate de um olhar que, sendo novo, é capaz de perceber o que olhos acostumados já não notam mais – é esta a sensação que nos invade ao mirarmos as imagens da Havana de Marina Lopes Coelho.

O ensaio foi realizado em 2004, ano da comemoração dos 45 anos da Revolução Cubana e se pauta pela incursão poética de alguém que, ao flanar livremente pela cidade, capta o surpreendente, criando aproximações e distanciamentos dos ícones da sua própria cultura – afinal, entre o olhar muito afastado que se engana e o olhar muito próximo, que se acostuma e nada mais enxerga, qual a distância certa para o olhar viajante?

Revelando o cotidiano cubano de forma sutil – as cores fortes, a latinidade, a arquitetura deteriorada, os automóveis que desafiam o tempo, e as características culturais compartilhadas com o Brasil como os traços físicos frutos da mistura étnica parecida e, sobretudo, a capacidade de improviso e uma nova forma de sociabilidade típicas de quem enfrenta constante escassez material e dificuldade econômica.

São 11 fotos coloridas e 02 P&B formato 60 x 90, 90 x 60 e 45 x 30 cm - algumas imagens se complementam e sugerem a criação de dípticos. É um trabalho que retoma a questão do que vem a ser hoje, no mundo contemporâneo, um “viajante”, ou um estrangeiro...mas como disse Saramago, o fim da viagem é sempre o começo de outra.

Marlise Corasato

13 de maio de 2009

Zona | Sidney Biondani

O Trottoir de Sidney Biondani

O termo trottoir significa originalmente fazer uma caminhada em uma praça ou alameda. Era um tipo de passeio onde, ao dar voltas em um mesmo lugar, as pessoas aproveitavam para se conhecer e para encontros amorosos. Posteriormente, o termo começou a ser aplicado para designar as prostitutas nas calçadas, andando prá lá e prá cá, perambulando pelas ruas, à busca de fregueses.

A exposição de Sidney Biondani tem como destaque 12 telas que formam um painel em que o trottoir se faz presente de uma maneira original. O conjunto mostra prostitutas em busca de clientes, mas, acima de tudo discute o mistério da luz e o diálogo entre os azulados e cinzas, com imersões no preto e no branco.

Além das mulheres, estão ali as entradas de bares, já tratadas em série anterior pelo artista, além de flagrantes urbanos de um pedestre correndo atrás de um ônibus, guarda de trânsitos, motoboy, homem do churrasquinho e outros personagens que auxiliam a compor um universo noturno pleno de humanidade e pintura refinada.

A florista, o carroceiro e toda uma atmosfera que dialoga com o norte-americano Edward Hopper em termos de assunto e de reflexão existencial sobre a solidão das pessoas nos ambientes mais variados alerta para conceber seu políptico como um mergulho na alma humana.

As outras pinturas de cidades imaginárias, em planos mais abertos, ou as aquarelas que focam mais de perto diversos personagens trazem a mesma discussão: a de como a arte pode, pelo domínio da técnica obrigar a refletir sobre o ser e o sentir de cada ser humano em uma busca interior.

A procura de Sidney Biondani é pela luz. Seu caminhar frenético é por suas variações e nuances e infinitas possibilidades. Saber iluminar o que se pinta ou desenha é entender melhor ao mundo e a si mesmo numa conversa infinita entre o que se deseja ser, o que se é e aquilo que os outros acham que nós somos.

A variação da luminosidade é fundamental nesse processo, seja com a tinta ou como postura existencial perante o próprio trabalho. O trottoir do artista é o mesmo da prostituta. Está em busca de ser visto – e se mostra ou se esconde de acordo com seu talento e sensibilidade.

Oscar D’Ambrosio, jornalista e mestre em Artes Visuais pelo Instituto de Artes da Unesp, integra a Associação Internacional de Críticos de Arte (AICA- Seção Brasil).

25 de março de 2009

Os artistas (acervo)

Paula Brandão, "Pacaembu", 2007
"Avião", 2006
Marina Coelho, "Atrevida", 2006
"Iatismo no mediterraneo", 2006
Maria Magano "Mulher com bola", 2008

24 de março de 2009

Luciano Bonomo, "Noturna Chapada dos Veadeiros", 2008
André Crespo, "Sem título, 2004
Pedro Di Pietro, "Inventário" 2005, 2006.
Partindo da manipulação digital de fontes tipográficas e sua extensa variedade, os "espécimes"representados individualmente no que aparentam ser tubos de ensaio (casulos), são uma celebração da riqueza e diversidade da forma...
A capacidade e qualidade do corpo humano de ser mutável tornam este suporte em um imenso campo de experimentação e possibilidade. O corpo, aqui, não é utilizado somente como instrumento da obra, mas como campo de reflexão, de atuação, de transformação e principalmente de criação.
Antonio Melloneto, "Caminhos da morada III", 2007
Amanda Mei, "Des 15", 2004  

10 de março de 2009

"Uma relação de trabalho ideal permite aos trabalhadores não apenas ganhar dinheiro, mas também de satisfazer as necessidades de introspecção, amizade, amor, diversão, beleza e convivência."
                                                      Domenico de Masi